{"id":821,"date":"2013-05-28T11:29:26","date_gmt":"2013-05-28T10:29:26","guid":{"rendered":"http:\/\/ptsat.net\/wp\/projecto-cria-plastico-biodegradavel-adaptado-a-agricultura-em-portugal\/"},"modified":"2013-05-28T11:29:26","modified_gmt":"2013-05-28T10:29:26","slug":"projecto-cria-plastico-biodegradavel-adaptado-a-agricultura-em-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ptsat.net\/wp\/projecto-cria-plastico-biodegradavel-adaptado-a-agricultura-em-portugal\/","title":{"rendered":"Projecto cria pl\u00e1stico biodegrad\u00e1vel adaptado \u00e0 agricultura em Portugal"},"content":{"rendered":"<div><!-- google_ad_section_start --><\/p>\n<div><span><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/ptsat.net\/wp\/wp-content\/plugins\/wp-o-matic\/cache\/6346129069_773554-tp-UH-amp-db-IMAGENS-amp-w-749.\" border=\"0\" alt=\"\" \/><br \/>\n<\/span><\/div>\n<p><span><br \/>\nO agricultor ficou maravilhado. \u201cIsto \u00e9 m\u00e1gico, o pl\u00e1stico desaparece. \u00c9 um milagre\u201d, disse \u00e0 investigadora.<\/p>\n<p>O \u201cmilagre\u201d \u00e9 um produto biodegrad\u00e1vel, feito de amido de milho, que pode ser uma alternativa aos pl\u00e1sticos cada vez mais em voga na agricultura em Portugal e no mundo. \u00c9 o resultado de um projecto de investiga\u00e7\u00e3o e inova\u00e7\u00e3o financiado pela Comiss\u00e3o Europeia, liderado por uma empresa portuguesa, e cujos resultados foram apresentados esta semana.<\/p>\n<p>O uso de pl\u00e1sticos na agricultura tem crescido de tal forma, que j\u00e1 h\u00e1 um termo novo para designar a combina\u00e7\u00e3o de ambos: plasticultura. Al\u00e9m de cobrirem estufas, embalarem fardos ou acomodarem plantas em viveiros, os pl\u00e1sticos s\u00e3o cada vez mais empregues directamente no solo, para proteger determinadas culturas. \u00c9 uma forma de isolar as plantas de ervas daninhas e de controlar a humidade e a temperatura, aumentando a produtividade.<\/p>\n<p>Mas uma vez utilizado, o pl\u00e1stico \u2013 normalmente feito de polietileno, um derivado do petr\u00f3leo \u2013 torna-se um problema. A melhor hip\u00f3tese \u00e9 recicl\u00e1-lo. Mas muitas vezes \u00e9 enterrado no solo ou mesmo queimado.<\/p>\n<p>\u201cO pl\u00e1stico biodegrad\u00e1vel \u00e9 a solu\u00e7\u00e3o do futuro\u201d, afirma Paulo Azevedo, coordenador do projecto e director-geral da Silvex, empresa de Benavente que fabrica filmes pl\u00e1sticos e que lidera a iniciativa. A empresa desenvolveu um produto <acronym title=\"Google Page Ranking\">pr<\/acronym>\u00f3prio, a partir de uma mat\u00e9ria-prima j\u00e1 existente no mercado, \u00e0 base de amido de milho.<\/p>\n<p>O pl\u00e1stico \u00e9 aplicado sobre as culturas e, depois da colheita, misturado \u00e0 terra, acaba por decompor-se ao longo de alguns meses, digerido por microorganismos. \u201c\u00c9 incorporado no solo, junto com o que resta das culturas. N\u00e3o h\u00e1 qualquer impacto ambiental\u201d, afirma a investigadora Elisabeth Duarte, do Instituto Superior de Agronomia, uma das entidades que tamb\u00e9m participaram do projecto.<\/p>\n<p>A exist\u00eancia de um filme pl\u00e1stico biodegrad\u00e1vel para a agricultura n\u00e3o \u00e9 novidade em si. \u201cA novidade \u00e9 que tent\u00e1mos adapt\u00e1-lo \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de Portugal e Espanha\u201d, diz Elisabeth Duarte. N\u00e3o s\u00f3 h\u00e1 diferen\u00e7as \u00f3bvias de clima entre pontos distintos da Europa, como a composi\u00e7\u00e3o do solo \u00e9 muito vari\u00e1vel \u2013 normalmente com mais mat\u00e9ria org\u00e2nica no Norte e menos no Sul.<\/p>\n<p>No projecto Agrobiofilm, foram estudadas v\u00e1rias formula\u00e7\u00f5es para o pl\u00e1stico e o produto foi aplicado em ensaios experimentais ao longo de tr\u00eas anos, em culturas de mel\u00e3o, morango e pimento, com resultados satisfat\u00f3rios. Tamb\u00e9m foi testado em vinhas, que revelaram crescer mais depressa, se plantadas com o filme biodegrad\u00e1vel do que em solo nu.<\/p>\n<p>Um dos objectivos centrais do projecto \u00e9 quebrar as barreiras comerciais ao pl\u00e1stico biodegrad\u00e1vel, que responde actualmente por apenas 1% do total utilizado na agricultura. \u201cAt\u00e9 agora, n\u00e3o se conseguiu impor, porque est\u00e1 pouco divulgado\u201d, diz Paulo Azevedo. Um dos problemas \u00e9 o pre\u00e7o, dado que as mat\u00e9rias-primas s\u00e3o mais caras do que o petr\u00f3leo. O director-geral da Silvex chama a aten\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, para a exist\u00eancia de uma comparticipa\u00e7\u00e3o de um ter\u00e7o dos custos com os pl\u00e1sticos biodegrad\u00e1veis, numa linha de apoio europeia dirigida a organiza\u00e7\u00f5es de produtores.<\/p>\n<p><\/span><span><span>O projecto Agrobiofilm envolveu tamb\u00e9m empresas, institui\u00e7\u00f5es de investiga\u00e7\u00e3o e agricultores da Noruega, Fran\u00e7a, Espanha e Dinamarca. \u201c\u00c9 o primeiro projecto de grande dimens\u00e3o a n\u00edvel mundial nessa \u00e1rea\u201d, diz Paulo Azevedo.<\/span><\/p>\n<p>publico<\/span><!-- google_ad_section_end --><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O agricultor ficou maravilhado. \u201cIsto \u00e9 m\u00e1gico, o pl\u00e1stico desaparece. \u00c9 um milagre\u201d, disse \u00e0 investigadora. 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