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Golpe de Estado: Presidente do Egito afastado do poder pelos militares


Egito celebra na rua

O Presidente do Egito, Mohamed Morsi, foi hoje deposto pelas Forças Armadas e será substituído interinamente pelo presidente do Tribunal constitucional, sendo ainda suspensa a Constituição, anunciaram responsáveis militares.

A decisão, emitida pelo chefe de estado-maior das Forças Armadas general Abdel Fattah al-Sisi, que também anunciou a realização de eleições presidenciais antecipadas, foi recebida com júbilo por dezenas de milhares de manifestantes reunidos na praça Tahrir, no centro da capital.

Na sua declaração, transmitida pela televisão, al-Sisi estava rodeado por diversos responsáveis políticos e religiosos, incluindo o chefe da instituição islâmica Al Azhar e grande imã Ahmed Al-Tayeb, a principal autoridade sunita do Egito, e o patriarca copta ortodoxo Tawadros II.

Em declarações à agência noticiosa AFP, um conselheiro de Morsi referiu que o presidente deposto já apelou aos seus apoiantes para resistirem "pacificamente" ao "golpe de Estado".

Numa mensagem lida na televisão estatal, o exército egípcio tinha referido na segunda-feira que interviria caso as exigências do povo não fossem atendidas num prazo de 48 horas.

O Egito permanece profundamente dividido entre os adversários de Morsi, que denunciam uma deriva autoritária do poder destinada a instaurar um regime dominado pelos islamitas, e os apoiantes que querem ver reforçada a legitimidade conquistada nas urnas, na primeira eleição democrática realizada no país.

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